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auxílio-doença negado, o que fazer?

Principais erros de quem está com o auxílio-doença negado

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Imagina a triste situação de quem não pode trabalhar por estar incapacitado e ainda teve o auxílio-doença, chamado de benefício por incapacidade temporária após a Reforma, negado pelo INSS?!

Infelizmente, essa é a realidade de vários segurados que aguardaram há meses para realizar a perícia médica e, apesar de ter cumprido todos os requisitos necessários para o benefício, têm o resultado negativo.

Situações como essas são delicadas, pois, por conta de toda frustração e desespero causados, muitas pessoas cometem grandes erros, fazendo com que fique ainda mais difícil de conseguir o auxílio-doença.

Por isso, acompanhe a leitura para saber os principais erros de quem está com o auxílio-doença negado e saiba como evitá-los.

Mas antes de tudo, caso você ainda não tenha certeza se o benefício foi mesmo negado, veja só como acessar o resultado.

Como consultar o resultado do auxílio-doença?

O resultado do é disponibilizado após o segurado ter realizado uma perícia médica.

Posteriormente, você tem algumas maneiras de saber o resultado do pedido de auxílio-doença no INSS:

Dessas 3 formas, a melhor será a internet, porque é mais rápido e você terá informações detalhadas e em tempo real.

Em outro artigo eu até explico o passo a passo. Basta clicar aqui.

Se você teve a informação de Indeferimento do Pedido, realmente o auxílio-doença foi negado pelo INSS.

Caso tenha consultado através do Sistema do Meu INSS, provavelmente aparecerá assim para você:

Por que o auxílio-doença tem sido negado pelo INSS?

O auxílio-doença é negado pelo INSS por vários motivos, os mais comuns são:

  • não completou a carência mínima ou perdeu a qualidade de segurado;
  • documentos incompletos ou rasurados;
  • faltam laudos, exames e atestado para provar a incapacidade;
  • não aceitam que existe uma incapacidade total para o trabalho.

Existem outros motivos para o INSS negar o seu pedido do auxílio-doença, por isso é importante ficar atento.

Começando pelos erros que você não pode cometer nessas horas.

Veja os principais:

Não recorrer da decisão do INSS

Quando você cumpre todos os requisitos necessários para ter o auxílio-doença e mesmo assim tem o benefício negado, aceitar a decisão e não fazer nada para resolver é um erro.

Vou te mostrar o motivo.

Vamos pensar nas duas possibilidades que podem acontecer caso você não recorra, mesmo com direito ao benefício.

  1. Voltar a trabalhar:

Se mesmo incapacitado ao trabalho você retorna às suas atividades profissionais, há grandes chances do empregador ou a empresa não te aceitar de volta, em razão de ainda não estar apto.

E considerando que a empresa só é obrigada a pagar os primeiros 15 dias de afastamento, o segurado entra no chamado “limbo previdenciário”.

Ficando totalmente desamparado: não recebe o benefício do INSS e nem a remuneração da empresa.

2. Não voltar a trabalhar e nem justificar para a empresa:

Após ter a negativa do INSS, não retornar ao trabalho sem nenhuma justificativa pode configurar em abandono de trabalho.

É importante falar que isso acontece quando o segurado não toma nenhuma providência para a decisão do INSS e também não retorna ao trabalho, isso sem apresentar nenhuma justificativa.

Ou seja, quando o segurado não faz absolutamente nada após o indeferimento do INSS e nem presta as informações, como um atestado, ao empregador.

Agora você sabe porque não recorrer do auxílio-doença negado mesmo tendo direito pode dobrar o problema e a sua dor de cabeça.

Ter mais problemas é o que nenhum segurado que está com o auxílio-doença negado quer.

Por isso, evite também o segundo erro que vou comentar no próximo tópico.

Perder o prazo para entrar com recurso no INSS

Recorrer no próprio INSS é um dos caminhos para quem está com o pedido do auxílio-doença negado.

Nessa possibilidade, o segurado que teve o benefício indeferido irá entrar com um recurso administrativo diretamente no próprio INSS.

E o Instituto deverá, obrigatoriamente, reanalisar o requerimento do benefício negado.

Esse procedimento é feito pelo Portal do Meu INSS. Devendo ser anexados todos os documentos que possam contestar a decisão do INSS.

Aqui o perigo mora no prazo: o requerente tem até 30 dias corridos após o indeferimento para apresentar o recurso ao INSS!

Ou seja, desde quando você recebeu a resposta do auxílio-doença negado no INSS, você tem 1 mês para entrar com um recurso.

Caso você não se atente a isso e deixe passar o prazo, apenas será possível uma reavaliação no INSS com um novo pedido do auxílio-doença.

E aí você já deve imaginar o quanto é desgastante ter que passar por todas as etapas novamente, ficar sem renda e ainda correr o risco de ter o mais um indeferimento.

Mas lembra que eu comentei que o recurso administrativo é uma das possibilidades?

Pois bem, entrar com uma ação na justiça também é um outro caminho para quem está com o auxílio-doença negado.

Porém, embora a contratação de um advogado não seja obrigatória nesses casos, contar com um apoio profissional de sua confiança pode ajudar no processo.

E não só isso, como também orientar o segurado sobre o que fazer enquanto aguarda a decisão administrativa ou judicial.

Estou te falando isso porque outro grande erro de quem está com o auxílio-doença negado é:

Trabalhar enquanto aguarda a decisão

Para você receber o auxílio-doença, precisa provar a sua incapacidade para trabalhar, seja em razão de doença ou acidente.

Dessa forma, em regra, você não pode trabalhar enquanto espera o resultado do recurso administrativo ou da ação judicial.

Concordo que fica muito difícil para manter a renda enquanto passa por essa situação.

Ainda mais quando existe um processo judicial, em que você pede à Justiça que obrigue o INSS a pagar o benefício. Tendo em vista que esses processos são demorados.

Com isso, a ideia de procurar um trabalho temporário para tentar complementar a renda acaba virando uma das poucas opções.

Se você continuar trabalhando até conseguir uma resposta definitiva e, inclusive, a aprovação do auxílio-doença, você pode ter ainda mais dificuldade para conseguir o benefício.

Porém, em alguns casos, a Justiça pode entender que o trabalho enquanto espera uma resposta definitiva sobre a liberação do auxílio-doença, é um caso extremo e, até mesmo, de desespero do trabalhador.

Vale dizer que isso não se aplica a todos os casos, como eu disse, somente em alguns.

Por isso, é realmente muito importante que você fale com um advogado especialista para analisar se essa possibilidade aplica ao seu caso.

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