Se você entrou com uma ação contra o INSS para a concessão ou revisão de benefício é bem provável que, ao final do processo, tenha direito a receber valores atrasados, o famoso retroativo do INSS.
Mas aí surge a dúvida: quando vou receber esse valor? ele vai ser pago por RPV ou precatório? E qual a diferença entre eles?
O que é RPV?
A RPV (Requisição de Pequeno Valor) é a forma mais rápida de receber valores em ações contra a Fazenda Pública, como as contra o INSS. Ela é usada quando o valor devido está dentro de um limite legal:
- No caso do INSS (âmbito federal), esse limite é de até 60 salários-mínimos. Em 2026, esse valor corresponde a R$ 97.260,00.
A grande vantagem da RPV é o prazo: depois que o juiz autoriza o pagamento, o governo tem até 60 dias para depositar o dinheiro. Ou seja, é um caminho bem mais ágil para quem está esperando o retroativo.
E o que é precatório?
O precatório entra em cena quando o valor do retroativo ultrapassa esse limite, ou seja, supera os 97 mil reais.
Aqui, o pagamento funciona de forma diferente:
- O valor precisa ser incluído no orçamento público;
- Existe uma ordem de pagamento (uma “fila”);
- O prazo é bem maior — normalmente o pagamento acontece no ano seguinte, mas pode demorar mais dependendo do caso.
Isso é comum em ações maiores, como revisões de benefício com valores acumulados por muitos anos.
Principais diferenças na prática
- RPV: valores menores, pagamento mais rápido (até 60 dias);
- Precatório: valores maiores, pagamento mais demorado (pode levar anos).
Dá para escolher?
Em alguns casos, sim. A pessoa pode optar por abrir mão de uma parte do valor para receber por RPV e não entrar na fila do precatório.
Mas atenção: essa decisão precisa ser bem pensada. Às vezes vale a pena esperar mais para receber o valor completo — em outras, a rapidez da RPV compensa.
Conclusão
Seja em ações contra o INSS ou qualquer outra ação contra a Fazenda Pública, entender a diferença entre RPV e precatório é fundamental para saber quando e como você vai receber seu dinheiro.
Cada caso é único, então o ideal é sempre avaliar com um profissional qual é a melhor estratégia para você.



