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Salário-paternidade: o que mudou com a Lei 15.371/26?

Quais são as regras da licença-paternidade?

A Lei nº 15.371/2026 trouxe mudanças importantes no sistema previdenciário brasileiro ao instituir o salário-paternidade como benefício no âmbito do INSS.

A medida amplia a proteção social e fortalece o papel do pai ou responsável nos primeiros momentos de vida da criança. Mas, na prática, o que realmente mudou? Quem tem direito? E como funciona o benefício?

Neste artigo, você vai entender tudo de forma clara e objetiva.

O que é o salário-paternidade?

O salário-paternidade é um benefício previdenciário que garante ao segurado o direito de se afastar do trabalho, com remuneração, em razão de:

  • nascimento de filho
  • adoção
  • guarda judicial para fins de adoção

Antes da nova lei, a licença-paternidade era tratada principalmente como um direito trabalhista, com duração limitada. Agora, passa a ter natureza previdenciária, semelhante ao salário-maternidade.

O que mudou com a Lei 15.371/2026?

A nova legislação trouxe avanços relevantes. Veja os principais:

Instituição do benefício no INSS – O salário-paternidade passa a integrar oficialmente o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), garantindo maior segurança jurídica ao segurado.

Ampliação do período de afastamento – Uma das mudanças mais importantes foi o aumento do tempo de afastamento.

Antes, o prazo era de:

  • 5 dias (regra geral)
  • até 20 dias (empresa cidadã)

Com a nova lei, o período é ampliado, permitindo maior participação do pai nos cuidados iniciais da criança.

Inclusão de outras categorias de segurados – O benefício não se limita ao empregado com carteira assinada. Também podem ter direito:

  • contribuintes individuais
  • segurados facultativos
  • trabalhadores avulsos

Essa ampliação reforça o caráter universal da Previdência Social.

Direito garantido em casos de adoção – A Lei 15.371/2026 assegura o salário-paternidade também nos casos de:

  • adoção
  • guarda para fins de adoção

A medida promove igualdade entre diferentes formas de constituição familiar.

Regras de carência e qualidade de segurado – Para ter direito ao benefício, é necessário cumprir alguns requisitos, como:

  • manter a qualidade de segurado
  • cumprir carência mínima (quando exigida)

Essas regras podem variar conforme o tipo de segurado, sendo essencial uma análise individual.

Quando a nova lei entra em vigor?

Um ponto essencial de atenção é que as mudanças não têm aplicação imediata.

As regras do salário-paternidade previstas na Lei nº 15.371/2026 somente passarão a produzir efeitos a partir de 2027. Até essa data, continuam válidas as regras atuais sobre licença-paternidade.

Quem tem direito ao salário-paternidade?

De forma geral, têm direito ao benefício os segurados do INSS que atendam aos requisitos legais no momento do nascimento ou adoção da criança.

Isso inclui trabalhadores formais e também aqueles que contribuem por conta própria.

Quais os impactos da nova lei?

A criação do salário-paternidade gera impactos positivos relevantes:

Maior participação do pai na vida do filho – O aumento do período de afastamento fortalece o vínculo familiar logo nos primeiros dias.

Incentivo à igualdade de gênero – A medida contribui para dividir responsabilidades entre os pais.

Mais proteção previdenciária – O benefício passa a ter cobertura do INSS, garantindo maior segurança financeira.

Pontos de atenção

Apesar dos avanços, alguns desafios permanecem:

  • necessidade de regulamentação pelo INSS
  • possível aumento de exigências administrativas
  • dificuldades de acesso para segurados com menor familiaridade digital

Esses fatores podem impactar a concessão do benefício na prática.

Conclusão

A Lei nº 15.371/2026 representa um avanço importante ao instituir o salário-paternidade como benefício previdenciário.

A mudança fortalece a proteção social, promove maior equilíbrio nas relações familiares e amplia direitos dentro do sistema do INSS.

No entanto, para garantir o acesso ao benefício, é fundamental compreender as regras e, sempre que necessário, buscar orientação especializada.

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