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Como receber o valor máximo do INSS?

Como receber o valor máximo do INSS? | Teto do INSS

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O Teto do INSS é um valor máximo que você pode receber de qualquer tipo de benefício do INSS, como, por exemplo, as aposentadorias.

Esse teto também é utilizado como valor base para as contribuições previdenciárias dos segurados do INSS que querem uma aposentadoria alta.

Por exemplo, se um segurado facultativo quiser se aposentar por pontos, ele terá que contribuir com 20% sobre o valor do teto do INSS durante vários anos.

Atualmente, em 2020, o valor máximo que você pode receber do INSS é R$ 6.101,06 de benefício previdenciário.

Isso significa que, em regra, você não pode receber mais que esse valor.

É possível receber o valor do teto do INSS?

Agora que você já sabe como funcionam os valores das contribuições dos segurados do INSS, preciso te falar sobre como receber valores próximos ao teto.

Já te adianto que é impossível receber uma aposentadoria no valor do teto do INSS.

Isso acontece porque os índices de correção mudam com uma certa frequência, ele não é sempre o mesmo.

Vou deixar aqui os índices utilizados para os salários de contribuição ao longo dos anos:

  • ORTN (Obrigação Reajustável do Tesouro Nacional) até 09/1984;
  • INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) até 12/1991;
  • IRSM (Índice de Reajuste de Salário Mínimo) até 02/1994;
  • IPC-R (Índice de Preços ao Consumidor do Real) até 06/1995;
  • INPC até 03/1996;
  • IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) até 01/2004;
  • INPC em diante.

Um ano a inflação sobre os produtos e serviços pode ser muito grande, já em outro pode não ser.

Tudo isso modifica o valor do teto do INSS e deixa impossível da pessoa se aposentar sempre pelo teto, exatamente por essa variações nos índices de correção.

Ou seja, você pode se aposentar somente perto do teto do INSS.

Como conseguir se aposentar próximo ao valor do Teto do INSS?

Preciso te dizer que será bastante difícil de conseguir isso, principalmente agora que a Reforma da Previdência está em vigor.

A Reforma alterou o Período Base de Cálculo (PBC), que é todo o período que você contribuiu durante a sua vida.

Com as novas regras, vigentes desde o dia 13/11/2019, quem se aposentar agora terá o Período Base de Cálculo levará em conta a média de todas as suas contribuições desde julho de 1994.

Isso significa que, para você conseguir se aposentar com o teto, todas as suas contribuições devem ser pagas com base no valor anual do Teto do INSS.

Além disso, existe um redutor para a maioria das aposentadoria depois de feito o PBC.

Da média de todos os seus salários de contribuição desde julho de 1994, você receberá 60% + 2% ao ano de contribuição acima de 20 anos de contribuição para os homens ou acima de 15 anos de contribuição para as mulheres.

Ou seja, se você quiser 100% do valor de todos os seus salários de contribuição, você terá que contribuir durante 40 anos, se for homem, ou 35 anos, se for mulher.

Por exemplo, se um homem trabalhou tem 30 anos de tempo de contribuição, ele receberá 60% + 20% (2% x 10 anos acima de 20 anos de contribuição) = 80% do seu Período Base de Cálculo.

Isso faz com que o valor do benefício caia, porque a pessoa só receberá 80% da média de todos os seus salários de contribuição.

Quando você for solicitar a aposentadoria, será feita a média de todos os seus salários de contribuição que tiveram como valor o teto do respectivo ano de contribuição para depois ser aplicado o redutor.

Dependendo de qual tipo de segurado você seja, o modo de contribuição será diferente para receber um benefício próximo ao teto.

Empregado, empregado doméstico, e trabalhador avulso

Caso você receba um valor de salário igual ou acima do teto do INSS, você não precisa fazer nada.

Como é a empresa que faz a sua contribuição e o valor dela é baseado na sua remuneração, você não precisa se preocupar.

Por exemplo, você trabalha como contador em uma empresa e ganha R$ 7.000,00 por mês em 2020.

Como o Teto do INSS no referido ano é R$ 6.101,06 e você ganha acima disso, o seu salário de contribuição será baseado no teto do INSS.

Agora se você recebe menos que o teto, as coisas complicam um pouco.

Você não pode complementar a sua contribuição se é empregado, empregado doméstico ou avulso, porque, como eu disse, é a empresa que realiza a sua contribuição.

O único jeito de você fazer uma “complementação” é recolhendo como contribuinte individual ou MEI.

Para isso, você precisa ter atividades como autônomo ou Microempreendedor Individual.

Você deve subtrair o seu salário como empregado, doméstico ou avulso pelo valor do teto do INSS do respectivo ano.

Após isso, você deve contribuir com 20% sobre esse resultado da subtração como contribuinte individual ou MEI.

Agora você sabe como ter um valor de aposentadoria próxima ao teto do INSS.

Óbvio que você terá que pagar uma contribuição para o INSS bem alta todos os meses, mas pode ser que isso valha a pena no seu caso. 

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